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quinta-feira, setembro 26, 2013

INSOLVÊNCIA DA GABESOL

Nunca pensei que ao fim de 10 anos de trabalho, dedicação, algo assim me acontecesse...ficar sem emprego. Como evidente, sempre me apercebi que não havia qualquer organização, método de trabalho por parte dos responsáveis, mas no fundo nunca quis ver o inevitável. Dediquei-me àquela empresa como minha e foram os melhores 10 anos que tive a nível profissional. Esforcei-me deveras para orientá-los, para fazer-lhes ver como deveriam funcionar em diversas áreas mas por vezes aqueles que são os patrões não querem ouvir com atenção os seus subalternos. Senti por parte de todos ao longo desses anos muito carinho, respeito, orgulho... sempre zelei fortemente e convictamente pelo meu brio profissional. Tento ao máximo ser perfeccionista, muito preocupada com tudo e todos. Não gosto nada de falhar e isso aborrece-me deveras.
A empresa ficou a dever-me alguns ordenados em atraso já para não falar em indeminização. Perante a insolvência em tribunal ficou mais que provado das grandes dividas que existiam. Assustador. De qualquer forma e com orientação do advogado ficamos a par de um Fundo de Garantia Salarial que podem ver explicado no site da Segurança Social Direta: https://www.seg-social.pt/consultas/ssdirecta/, sei que o site da SGD está um pouco confuso para quem não tenha muita prática a lidar com computadores e sites, tenho um link que explica todo o processo.
http://www.aeportugal.pt/comunicacoesemail/Legislacao/C%20-%2021%20-%20RT%20-%20o%20-%20Fundo%20de%20garantia%20salarial.pdf
Questiono-me eu com 45 anos...e agora? Que fazer? É simples, vejo isto como mais um obstáculo de tantos que já tive na vida, uma aprendizagem, e em vez de me deparar com ele e parar, observo-o e vejo a melhor maneira de o contornar. Ao longo da vida tem sempre havido soluções para todos os obstáculos. Desde que haja saúde tudo se consegue. Lutadora, dedicada, honesta, trabalhadora, amiga, etc., como sou, tudo se há-de resolver. Eu acredito em mim e jamais desistirei.
 

domingo, julho 28, 2013

MOMENTOS DE AMIZADE

Cheguei àquele momento da vida que tanto temia.
Numa ocasião especial surge a dúvida...junto-os ou simplesmente deixo passar esse dia em branco? Eu sempre festiva e bem disposta. Faço uma passagem em cada um deles, busco uma recordação com alegria, algo que tenha sido muito significativo para mim. Chego à conclusão que na vida as pessoas jamais permanecem e que nenhum deles deu um grande significado à palavra amizade.
Se nesse dia especial chegasse a reuni-los iria olha-los um a um e no meu coração ficaria um grande vazio. Passarei esse dia em branco! Amizade é muito mas muito mais do que o que a maioria das pessoas apregoa por aí. Tenho muitos conhecidos mas amigos nenhum!

sábado, fevereiro 02, 2013

SINAIS

Como poderei alguma vez transmitir o que sinto? Alguém que me entenda e compreenda o que realmente sinto? Será simplesmente que o meu karma seja este? Tentar ser forte em todas as derrotas e nunca conseguir alguma paz na vida? ... como eu desejo paz... como eu desejo não sentir que as coisas boas da vida simplesmente me viraram as costas? Eu sei que existe algo para cada um de nós, algo destinado, mas será que o meu destino é este? Percorrer um caminho cheio de obstáculos, cheio de intranquilidade, cheio de instabilidade? Todos nós temos uma razão de existência, eu sei, mas eu tinha tanta esperança que um dia a vida sorrisse para mim, que me desse o que eu mais quero e desejo na vida. Deu-me duas filhas lindas, é certo... e espero que elas tenham tudo de bom e que sejam muito muito felizes. Terá sido esse o meu objectivo de vida? Será que tudo o que fiz, todas as atitudes tomadas, terão sido as mais correctas? Será? Então terei de aceitar a vida tal como ela se me apresenta, assim desta forma? Em que tudo parece não dar certo comigo. A minha vida sentimental, a minha vida profissional, tudo se desmorona a olhos vivos. E eu aqui... sem vontade de me levantar e lutar. Todos me consideram forte, cheia de carisma e atitude... mas será? Serei eu assim tão forte? Passaram por mim inumeras oportunidades e porque as deixei passar ao lado? Porquê? Porque não consegui ver o que me fazia bem? Os bons momentos que passei e deixei-os escapar assim...porquê? O que se passa comigo? Os momentos de felicidade se foram? Não vi os sinais? Que fiz eu assim de tão errado, quem magoei eu assim tanto para agora me sentir nesta agonia e desespero? ... para que lado me hei-de virar? É tudo tão falso lá fora. As pessoas cada vez mais se preocupam com elas próprias. Onde estará, onde andará o que eu tanto procuro? Estarei a ser egoista, mesquinha ao ponto de pensar que sofro, que não tenho o que tanto desejo... e os outros? Os outros que nem sequer chegaram a ter as mesmas oportunidades que eu? Deverei considerar-me uma pessoa que já viveu o que tinha a viver ou terei de continuar numa busca imensa por aquilo que me fará feliz? Preciso de ver os sinais... pois não existem coincidências...
 

quarta-feira, janeiro 23, 2013

A VIDA

 
Creio que todos gostaríamos de saber como viver correctamente, como funciona a vida, como conduzi-la bem, como levá-la a bom porto, sentindo-se bem consigo mesmo. Antes de morrer, o grande actor Gary Grant deixou à sua filha Jennifer uma comevedora carta de despedida. Quis transmitir-lhe através dela algumas recomendações adicionais para o caminho. «Amadíssima Jennifer», escreveu, «vive a tua vida plenamente, sem egoísmo. Sê comedida, respeita o esforço alheio. Esforça-te por conseguir o melhor e o que é de bom gosto. Cultiva a clareza de pensamento e a pureza de comportamento». E um pouco mais à frente: «Dá graças pelo rosto das pessoas boas e pelo doce amor que brilha nos seus olhos... pelas flores que dançam ao vento...  Um breve sono, e despertai para a eternidade. Se não despertar, como nós o entendemos, continuarei assim mesmo a viver em ti, amadíssima filha». De certa forma, soa a católico.
 
Em todo o caso, é uma carta lindissima. Se era católico ou não, ignoro-o. É certamente a expressão de alguém que se tornou sábio e que recebeu o sentido do bem e que tenta transmiti-lo, além do mais, com uma maravilhosa afabilidade.

terça-feira, janeiro 08, 2013

QUANDO FALTA O CARINHO!

"No equilíbrio entre a paixão e a razão, surge o amor..."

Está provado pela ciência que o bebê em desenvolvimento no útero materno absorve tudo que ocorre à sua volta, principalmente os sentimentos da mãe - e do pai - em relação a ele próprio. Sentimentos que podem ser traduzidos na forma como essa criança será recebida quando nascer. Exemplo: se foi uma gravidez desejada, a tendência é gerar nos pais bons sentimentos, ao contrário de quando a gravidez for indesejada.

No entanto, o efeito "esponja" não cessa na fase intrauterina, mas permanece após o nascimento do bebê a agir na relação entre pais e filhos. E o resultado desse relacionamento se manifestará mais tarde em forma de comportamento.

Quando falta o afeto necessário na fase infantil, a criança desenvolve-se com um déficit de amor que repercute em seu psiquismo provocando-lhe o surgimento de desequilíbrios na área da afetividade. Alguns casos de depressão na fase adulta, que escondem sentimentos de rejeição e abandono devido à baixa autoestima da pessoa, são típicos da falta de atenção e carinho na infância.

Muitos casos de crises ou separações de casais, refletem a frustração de experiências em que o inconsciente de ambos não foi contemplado com a necessidade de afeto transferido da figura materna ou paterna para o parceiro ou parceira, ou seja, permanece o déficit de amor a fustigar o indivíduo e a provocar-lhe decepções em suas experiências amorosas...

O amor compreendido como afeto, paixão, carinho, atenção, respeito e responsabilidade com o outrem, é a energia que alimenta as relações afetivas. Sem esse "alimento" desde a fase intrauterina do ser, torna-se difícil o futuro adulto atingir um nível de relação afetiva que o direcione à felicidade possível com a sua companheira ou companheiro.

Contudo, o diálogo, principalmente em momentos de crise na relação, pode ser o início de um processo em que a superação, isto é, a necessidade de tornarem-se (mais) carinhosos um com o outro, seja a saída de que o casal precisa para preservar o relacionamento e o amor que ainda resta. E tornar-se carinhoso é uma condição que se aprende com a prática da afetividade nas relações, que independe do nível intelectual, social ou do tempo de duração do relacionamento. Mas fundamentalmente, do diálogo, da conscientização e do exercício diário do afeto mútuo...

Nesse sentido, o amor responsável é uma energia que pode alterar um padrão comportamental que trazemos de vidas passadas e que apresenta em seu histórico uma considerável perda. É por intermédio da educação que podemos alterar para melhor esse padrão, assim como nas relações afetivas do adulto, quando o vazio de amor pode ser preenchido de uma forma transferencial - e compensatória para ambos - através da troca de carinho diário entre indivíduos associados a uma proposta de crescimento mútuo.

Quando falta o carinho nas relações afetivas, esse importante ingrediente pode surgir com a alteração do nível de autoconhecimento provocado pela psicoterapia individual ou de casais. Mas como vimos anteriormente, a troca de afeto pode realizar-se também pela superação, que é a saída mais econômica na tentativa de resgatar ou preservar o amor que ainda alimenta uma relação.

Somos seres dependentes de amor. Energia que ao ligar elos multidimensionais da natureza humana, expande a sua harmonia pelo universo. Portanto, aproveitemos essa energia para resgatarmos - ou renovarmos - o que encontra-se perdido ou em processo de desgaste, porque para o amor sempre existe uma nova chance de buscarmos o reequilíbrio - ou o reencontro - nas relações de nível afetivo.

sexta-feira, dezembro 07, 2012

BONITO


‎'O essencial é invisível para os olhos.'

terça-feira, novembro 06, 2012

PORQUE NOS APAIXONAMOS?

 
Às vezes parece que basta um olhar para fazer soltar as faíscas da paixão. "Alguma coisa nos despertou o coração. Talvez um olhar, um sorriso, ou até uma imagem por nós idealizada". Mas tudo indica que por detrás do processo da paixão estará algo mais que os sentidos. "Obviamente que temos um fundo animal, somos sem dúvida animais, mas com toda a evolução do ser humano penso que as paixões, actualmente, se podem explicar melhor ao nível das emoções do que das químicas". Até porque os nossos parceiros não são tão escolhidos ao acaso como à partida poderemos pensar.
Mas afinal o que procuramos naqueles que "escolhemos"? A tradição diz que os opostos se atraem. E parece que, em certa medida, esta equação funciona quando o resultado final que se pretende é uma história de amor. "Para que uma relação funcione os parceiros não podem ser pessoas muito semelhantes, senão entram muito mais em conflito". "Na maioria dos casais os seus elementos escolhem pessoas não digo opostas, em termos de personalidade, mas muito diferentes. E, na minha opinião, é assim que as relações têm tendência a funcionar. Mas é preciso arranjar um equilíbrio na relação, cada um tem de fazer pequenas cedências", alerta. É que, por exemplo, se um é muito carinhoso e o outro não gosta de demonstrar sentimentos, a dada altura isto também pode ser motivador de conflitos. Ambos têm de ceder para ir de encontro, minimamente, às expectativas do outro.
Porém estas diferenças parecem ser um bom alimento para as relações a longo prazo. "É difícil, só porque nos sentimos atraídos, conviver com alguém por muito tempo. Tem de haver a tal diferença, porque se as pessoas forem muito semelhantes perde-se a tal chama, o lado de paixão que é bom que se vá mantendo ao longo do tempo", "se as pessoas forem muito semelhantes, tendo em conta que a paixão dos primeiros tempos vai sendo canalizada noutros sentidos, o que é que põe faísca na relação de duas pessoas que decidem construir uma vida juntas? Se são iguais isso não traz nada de novo para a relação. Se são muito semelhantes não há a tal química. Para que a mistura resulte bem temos de juntar componentes diferentes."
"Se forem os dois muito teimosos isto pode dar azo a conflitos brutais, porque ninguém dá o braço a torcer. Se são os dois muito melosos também se cria uma fusão tal que às tantas é demais. Ao fim de dez anos se calhar reparam que já não têm amigos, já não têm convívio com mais ninguém. Acredito que se for um a puxar mais para o exterior e outro a puxar mais para a casa é possível que se consigam ajustar e criar um equilíbrio."
 

terça-feira, outubro 23, 2012

DIFICIL DE ENTENDER

Não consigo entender...
Tento ao máximo ser compreensivel, amiga, meiga... mas as pessoas não páram de me surpreender... determinados gestos, atitudes ou palavras. Dou o que tenho sem que para isso queira algo em troca... mas também sou humana, é natural que também ande para a frente com o que recebo das pessoas. E as pessoas cada vez dão menos, cada vez se sentem mais magoadas, cada vez mais reportam o sofrimento do passado para a angustia do presente. Esquecem-se de viver dando, de viver colhendo, de viver em plenitude... com sinceridade, amor, cumplicidade... Estarei eu errada? Como poderei superar este sentimento que não me faz bem? Para isso teria de ser uma pessoa indiferente e fria, teria que ter os meus sentimentos muito bem controlados... mas então essa passaria a ser outra que não eu. É assim tão complicado as pessoas assumirem o que sentem? As pessoas queixam-se da falta de amor, da falta de dedicação, da falta da entrega incondicional, mas quando têm oportunidade para passar por tudo isso borram toda a pintura e não conseguem agarrar o que têm de bom...fazem asneira, têm receios que os inibem de serem pessoas mais "bonitas" ainda. As pessoas não atingem a felicidade porque não querem, esta está bem perto de cada um de nós. Infelizmente são necessárias duas pessoas para dançar o tango... eu hei-de encontrar essa pessoa que comigo dançará até ao fim da minha vida. Eu dou de mim, eu entrego-me, eu assumo o que sinto, mereço alguém que igualmente me queira e me assume como sua. Eu espero... tenho tempo... só tenho pena que as pessoas sejam muito complicadas e deitem tudo a perder quando o que têm é de um valor incalculável.    

quinta-feira, julho 05, 2012

NÃO CONSIGO CORTAR COM O PASSADO...

Ao fim deste tempo todo são muitos os dias que me vens à cabeça e os dias em que me deito na almofada a pensar no que vivemos juntos. Sinto tanto a tua falta, a falta das tuas caricias, das tuas massagens, do tempo que passávamos junto, das nossas festas, dos nossos momentos. Sinto que nunca irei viver nada igual e isso faz-me uma confusão imensa. Olho para o passado e lembro-me dos “grandes” momentos em que me ajudaste a superar a doença, nas grandes conversas que tínhamos ao telefone horas e horas antes de nos conhecermos. Achei mesmo, tinha 99% de certeza que iriamos acabar juntos. Eu sonhava na nossa casinha no Alentejo. Deste-me tanta paz e como pude eu deixar-te escapar assim? Possivelmente por nunca ter sabido o que era ser realmente respeitada e gostada por alguém. Dou comigo aqui no trabalho a lembrar-me de vires aqui ter, ajudares-me no trabalho… parece por vezes que chego a ver a tua imagem sentado ao computador. Custa-me tanto, está a custar-me tanto aperceber-me que nunca irei ter alguém como tu… eu sei que tenho de tirar estes pensamentos da cabeça… mas está a ser muito mas muito mais difícil do que eu esperava. Quando me disseste naquela tarde ao telefone que tinhas alguém… eu senti o sangue a fugir-me pelas mãos, como poderias tu ter conhecido alguém? Pensar desta forma faz-me sentir tão mal, nunca imaginei, nunca sequer me passou pela cabeça que pudesses fazer-me algo assim. Foi assim tão fácil estar com alguém além de mim? Incrível como conseguiste ser a pessoa de quem mais gostei e no entanto aquela que mais me surpreendeu por me ter abandonado? E no entanto eu deveria sentir raiva de ti, não querer saber e foi precisamente isso que senti logo após termos terminado a nossa relação. A minha vontade foi devolver tudo o que me ligava a ti, queria cortar o mal pela raiz. Arrependi-me um tempo depois pois sempre era algo que tinha teu e que me recordava de nós. Só não consigo entender como um amor assim tão grande, que tu dizias sentir, que todos diziam tu sentires por mim, acaba assim, como acaba assim? Como conseguiste ter essa capacidade e eu ao fim deste tempo todo ainda não consigo ter? Eu tento ter as minhas relações mas nunca consigo continuar com elas pois falta ali sempre qualquer coisa. L Não sei o que fazer… sinceramente não sei pois eu preciso muito continuar com a minha vida e assim não estou a conseguir.
O que me custou imenso foi, independentemente de termos sido namorados, eramos essencialmente amigos, achava eu, eu achava que irias ser meu amigo para o resto da minha vida e tu desapareceste assim, porquê? Não consigo entender isso… eu tenho que entender algumas coisas para poder libertar-me entendes? Preciso de entender como acabou assim, porque acabou assim, e porque deixaste com todo o à vontade de falar comigo e com as pessoas que me rodeavam e que tanto gostavam de ti, principalmente as filhotas  que perguntavam por ti constantemente. Como conseguiste ser assim tão frio e calculista? Explica-me por favor. Podes não querer ver-me nunca mais, pode não querer ouvir-me mais, mas existem respostas que eu necessito que sejam respondidas por ti. Comigo nunca falaste… nunca me disseste que estavas sequer a pensar separares-te de mim, porquê? Que fiz eu assim de tão horroroso que tu não tivesses tido o mínimo respeito por mim, nem sequer para teres tido uma ultima conversa comigo? Tu sabias o que eu estava a passar, não acredito que fosses tão indiferente, insensível ao ponto de me deixares daquela forma, sem uma explicação…nada. Andei a bater semanas e semanas com a cabeça na parede, só me questionava porquê? Falei com as pessoas que nos conheciam e nenhuma delas soube responder. Eu ainda hoje continuo sem resposta, e preciso de uma resposta urgente para poder ir para a frente sem ti aqui dentro. Estás agarrado de tal forma que nem sei… não sei explicar, parece bruxedo… Não imaginas a tristeza que sinto dentro de mim, que senti ao longo destes anos todos… doi cá dentro… penso que principalmente por, ao fim deste tempo todo, não saber o que fiz para me deixares assim. TENHO QUE ME LIBERTAR DE TI!

terça-feira, julho 03, 2012

PORQUE ESTAREI SÓ?

Solidão é um sentimento no qual uma pessoa sente uma profunda sensação de vazio e isolamento. A solidão é mais do que o sentimento de querer uma companhia ou querer realizar alguma atividade com outra pessoa não por que simplesmente se isola mas por que os seus sentimentos precisam de algo novo que as transforme.
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Eu tenho quase quarenta e quatro anos. Tenho um bom nível cultural, sou bem sucedida na profissão, freqüento festas, saio bastante com os amigos, sou uma mulher aparentemente agradavel e sinto-me em boa forma física. Onde quer que vá atraio os olhares de alguns homens e desperto o seu interesse. Apesar de todas estas qualidades, sinto-me muito só. Nos últimos quatro anos tive alguns relacionamentos rápidos. Nenhum deles passou de um mês. Não me interesso por ninguém do meio que freqüento. Sou muito exigente. Além disso, sou muito desconfiada sobre as intenções dos meus pretendentes. Atualmente tenho um medo terrível de ficar só. Gostaria de me juntar e viver a dois. Este medo está fazendo com que atropele o desenvolvimento natural daqueles raros relacionamentos amorosos que inicio, com aqueles raros pretendentes que satisfizeram as minhas exigências.
Porque terei eu assim tanta dificuldade em me apaixonar? Porque me sinto tão só? Porquê?

quarta-feira, abril 18, 2012

PARA PENSAR

"O maior prazer de uma pessoa inteligente é fingir ser idiota, diante
de um idiota que finge ser inteligente."

Conta-se que no século passado, um turista americano foi  à cidade do
Cairo no Egito, com o objetivo de visitar um famoso  sábio.
O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num  quartinho
muito simples e cheio de livros.
As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um  banco.
- Onde estão seus móveis? Perguntou o turista.
E o sábio, bem depressa olhou ao seu redor e perguntou também:
- E onde estão os seus...?
- Os meus?! Surpreendeu-se o turista.
- Mas estou aqui só de passagem!
- Eu também... - concluiu o sábio.
"A vida na Terra é somente uma passagem... No entanto, alguns vivem
como se fossem ficar aqui eternamente, e esquecem-se de ser felizes."

quinta-feira, abril 12, 2012

EVOLUÇÃO

"Estou a afastar-me de tudo o que me atrasa, me engana, me segura e me retém. Estou a aproximar-me de tudo o que me completa, me faz feliz e que me quer bem. Estou a aproveitar tudo de bom que esta nossa vida tem. Estou a dedicar-me de verdade para um dia ter a sabedoria de agradar a um outro alguém. Estou a trazer para perto de mim quem eu gosto e quem gosta de mim também. Ultimamente eu só quero ver o ‘bom’ que cada um de nós tem. Relaxa, respira, irritarmo-nos não é bom para ninguém. Supera, suporta, entende: isento de problemas eu não conheço ninguém. Vive, vive melhor, vive sorrindo e vive até aos cem. Estou feliz, estou despreocupada, estou bem com a vida."
[De Fernando Abreu]

EXPERIÊNCIA DE VIDA


A experiência é uma coisa muito interessante. É servindo-nos dela que aprendemos grande parte daquilo que sabemos; por ela orientamos, muitas vezes, os nossos passos; com ela evitamos a repetição de dissabores e procuramos aquilo que já sabemos ser bom. A experiência poderia servir para que a nossa vida fosse muito mais previsível e controlável, mais cómoda e segura, livre de problemas. Uma chatice, enfim... Felizmente, a natureza possui aspectos desconcertantes que têm o condão de permitir que, apesar de existir a experiência, a nossa vida seja em cada um dos seus momentos uma aventura louca e sem destino previsivel. Um deles é que a experiência que adquirimos numa fase da nossa vida não nos serve de nada quando chegamos à fase seguinte. Apesar da experiência que vamos adquirindo, chegamos, a cada uma das nossas épocas, inexperientes e inseguros como da primeira vez. A vida, na sua magnífica diversidade, vai-nos oferecendo constantemente novas situações, para as quais nunca estamos verdadeiramente preparados. Algumas são duras: um fracasso grande, uma doença que veio para ficar, a morte de alguém que nos faz falta... Estas limitações da experiência forçam-nos a crescer continuamente; mantêm-nos tensos, esforçados. Permitem-nos ter constantemente objectivos diferentes. Dão colorido à nossa vida. É assim que nos podemos manter de algum modo jovens em qualquer idade. Quem programou este jogo da vida fê-lo de forma a que ele tivesse sempre interesse.

sexta-feira, janeiro 06, 2012

SAUDADES MEU IRMÃO

"Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos...
Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que durasses para sempre...

Um dia nossos filhos verão aquela fotografias e perguntarão: Quem é esta pessoa? Diremos que era o seu tio. E... isso vai doer tanto!!! Era o meu irmão, foi com ele que vivi grandes e bons momentos da minha vida!
A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de chorar, ouvir aquela voz novamente...


Por isso, fica aqui um pedido desta humilde amiga: não deixes de dar a atenção às pessoas enquanto vivas, não esperes que elas partam para chorar e sentir a falta delas...

terça-feira, dezembro 13, 2011

LIVRO EM BRANCO

A nossa vida é equivalente a um livro em que cada dia que vivemos é um pagina que se vai virando. Todos os dias vamos escrevendo um novo capitulo no livro das nossas aventuras. Costuma-se dizer que o passado é passado e já não interessa, interessa pois, é na alma do passado que está a saudade do presente. É bom folhear aquele livro e verificar que outrora em branco hoje se está a tornar num livro cheio de muitas e boas recordações. Registando tudo de bom e tudo o que nos fez crescer e evoluir até hoje. Nessas mesmas paginas existem locais que nos deixam muita saudade mesmo ao recorda-los. Mas na esperança de viver muitos outros durante muito e muito tempo.

quinta-feira, dezembro 08, 2011

O PRINCEPEZINHO

O princepezinho

... Julgava-me muito rico por ter uma flor única no mundo e, afinal só tenho uma rosa vulgar...

Foi então que apareceu uma raposa .

- Olá, bom dia! disse a raposa.

- Olá, bom dia! - Respondeu delicadamente o princepezinho...

-Anda brincar comigo - pediu o princepezinho. Estou tão triste...

- Não posso ir brincar contigo - disse a raposa. - Ainda ninguém me cativou...

Andas á procura de galinhas? (diz a raposa)

Não... Ando á procura de amigos. O que é que "cativar" quer dizer?

... Quer dizer que se está ligado a alguém, que se criaram laços com alguém.

Laços?

Sim, laços - disse a raposa. - ...

Eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo e eu serei para ti, única no mundo...

(raposa) Tenho uma vida terrivelmente monótona...

Mas se tu me cativares, a minha vida fica cheia se Sol.

Estás a ver, ali adiante, aqueles campos de trigo? ... não me fazem lembrar de nada. É uma triste coisa! Mas os teus cabelos são da cor do ouro. Então quando eu estiver cativada por ti, vai ser maravilhoso! Como o trigo é dourado, há-de fazer-me lembrar de ti...

- Só conhecemos as coisas que cativamos - disse a raposa. - Os homens, agora já não tem tempo para conhecer nada. Compram as coisas feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não tem amigos. Se queres um amigo, cativa-me!

E o que é preciso fazer? - Perguntou o princepezinho.

- É preciso ter muita paciência. Primeiro, sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim em cima da relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada . A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas todos os dias te podes sentar mais perto...

Se vieres sempre ás quatro horas, ás três já eu começo a ser feliz...

Foi assim que o princepesinho cativou a raposa. E quando chegou a hora da despedida:

- Ai! - exclamou a raposa - Ai que me vou pôr a chorar...

... Então não ganhaste nada com isso!

- Ai isso é que ganhei! - disse a raposa. - Por causa da cor do trigo...

Depois acrescentou:

- Anda vai ver outra vez as rosas. Vais perceber que a tua é única no mundo.

O princepesinho lá foi... - vocês não são nada disse-lhes ele. - Não há ninguém preso a vocês... - não se pode morrer por vocês...

... A minha rosa sozinha. vale mais do que vocês todas juntar, porque foi a ela que eu reguei, que eu abriguei... Porque foi a ela que eu ouvi queixar-se, gabar-se e até, ás vezes calar-se. Porque ela é a minha rosa.

E então voltou para ao pé da raposa e disse:

- Adeus...

- Adeus - disse a raposa. - vou-te contar o tal segredo. É muito simples:

Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...

Foi o tempo que tu perdes-te com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.

- Os homens já se esqueceram desta verdade - disse a raposa. Mas tu não te deves esquecer dela.

Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti. Tu és responsável pela tua rosa...

SINTO-ME BEM


Levanto o manto que me esconde,
Descobrindo o que de melhor tenho.
Deixo-me iluminar pelo brilho da lua,
Como me deixo guiar pelo brilho das estrelas.

Sinto-me bem, tocando no céu.

Apago a cor escura que me assombrava,
E solto a corda que ao meu pescoço me sufocava.

Deixo a aragem de novos prazeres me envolver
E levitar a minha alma no ar,
Sentir o caminhar das nuvens e com elas me guiar,
Sem pressas, sem direcção.
Mas sempre ambicionando a um belo lugar chegar.

E assim,
Sinto-me bem, tocando no céu.

Neste amontoado de sensações,
Quero entregar a minha vida,
Fazer-me livre nas mãos da natureza,
E esquecer-me de uma vida sofrida...

Pois só assim…
Sinto-me bem, tocando no céu.

sexta-feira, novembro 04, 2011

MELANCOLIA



Nem sei bem que diga, apenas um pequeno desabafo... por vezes achamos que as coisas estão a correr tão bem que nos esquecemos que quando caimos o trambolhão é muito maior. Há quem diga que amar é o melhor que se tem... sim mas quando se é correspondido, quando nos sentimos cativados, queridos, e depois nos apercebemos que tudo não passa de um capricho de alguém... é algo que assusta e que nos entristece muito. O que eu realmente penso é que não vale a pena amar... amar doi, magoa, torna-nos mais frios quando ficamos a sofrer. Não vale a pena investir, não vale pena iludirmo-nos, pois isso passa precisamente por isso, uma enorme desilusão. As pessoas usam-se e depois descartam-se, é fácil, não dá trabalho e dão o dito por não dito. É triste, muito triste, e acabamos por não acreditar em nada e em ninguém. Desconfiança, mágoa, ira... é o que fica. Não querendo acreditar em tudo isso, cada vez que damos um passou para a felicidade parece que ela nos faz andar dois passos para trás. Acabou, não acreditar, não investir, não sonhar, é se calhar a melhor protecção que poderemos ter. Há que fazer isso daqui para a frente... proteger-me!

sábado, setembro 24, 2011

AMIGOS

PARA O MEU GRANDE E MELHOR AMIGO FERNANDO CERQUEIRA
Para se ser amigo
Não é preciso estar perto
Mas tambem nem tão longe,
Não é preciso estar presente em eventos,
E nem em todos aniversarios.
mas é preciso que esteja sempre em açcão os laços afectivos,
É preciso que um pense e se lembre deste lado,
outro pense e se lembre do outro lado.
Preciso recordar os momentos extasiantes,
Os momentos fraternos, os de dores.
as lagrimas e risos que vivemos juntos.
As sabidas palavras que sequer ousamos pensar,
pensando que fosse disparate.
Mas... hoje lembramos dum conselho para nos tornar a vida mais facil.
Amigo, Amo-te... como se fosses não só a minha familia.
mas o meu apoio, és tu o meu credor e devedor, por que é em ti que deposito tudo o que existe de amistoso em mim.
Toda minha crença, e minha fé.. está em ti,
Porque tu, e eu... enfim... Nós, crescemos juntos
Criamo-nos juntos... e sempre firmes e fortes nos mantemos juntos, e nem mesmo esta distancia que nos faz perdermo-nos entre os novos amigos, faz esquecer dos velhos e melhores amigos.

APRENDI

Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto.

Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las.

Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos. Que posso usar meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando.

Eu aprendi... Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida. Que por mais que se corte um pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho.

Aprendi... Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência. Mas, aprendi também, que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei.

Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles. Que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem.

Aprendi que perdoar exige muita prática. Que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.

Aprendi... Que nos momentos mais difíceis a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.

Aprendi que posso ficar furioso, tenho direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel. Que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso.

Eu aprendi... que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, que eu tenho que me acostumar com isso. Que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro.

Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso.

Eu aprendi... Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto.

Aprendi que numa briga eu preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não quero me envolver. Que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem.

Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também. Isso faz parte da vida.

Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes.

Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio.

Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério. E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos.

Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre.

Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.