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quarta-feira, março 02, 2011

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

MÁGOA DO PASSADO


Hoje dei comigo a pensar no meu passado, nem sei bem porquê, nem para quê, coisa boa não deve ser. Possivelmente por estar mais sensível pois tenho ambas as filhas doentes e eu própria tb não estou muito bem da minha garganta, poderá ser por isso como tb poderá por outra coisa qualquer, apenas porque sim. Se calhar por o ser humano ser mesmo assim; instável, com mudanças de humor, ora um dia bem, ora um dia menos bem. Quem sabe se eu não estarei numa dessas fases? Quando estas fases surgem dou por mim a pensar, a pensar para trás e não para a frente que era para onde eu deveria olhar. Olho para trás e vejo tristeza, dor, as pessoas em quem mais confiei foram realmente aquelas que mais me magoaram, ironia não é? Nunca apenas somos magoados, também magoamos mas o problema é que por mais que eu tente perdoar para conseguir ter paz comigo mesma não consigo, não sou aquela boazinha que toda a gente julga que sou. Quando as pessoas me ferem criam-se fendas em mim que jamais saram, eu achava que agora, nesta altura da vida, aos meus 42 anos, eu devia ter aprendido com o que me ensinaram, com o que aprendi quando miuda ia à missa na altura em que andava nos escuteiros, na altura em que andava na catequese e me falavam de Deus, sim nessas alturas eu ouvia muito a palavra perdoar. Se tento, tento passar as coisas para trás das costas. Tb magoei alguém, algures, em algum lugar, não sou melhor nem pior que os outros, andarei lado a lado com as pessoas, nunca à frente nem atrás mas existem situações que me espetaram o coração e essas coisas, coisas da vida, para uns normais, para outros coisas do dia a dia, para mim e após o tempo que eventualmente tenha passado, ainda doem, ainda fazem chorar, ainda me fazem pensar que existem pessoas que não valem a pena, mas como saber isso? Como destinguir as pessoas umas das outras?
Normalmente ando bem, normalmente tento não pensar muito sobre a minha vida e sobre as pessoas que vieram, passaram e na sua maioria não ficaram... mas existem volta e meia momentos destes, não é? Isto acontece com a maioria dos simples mortais, certo? Isto tudo que escrevo não é para ti, nem para ti, nem mesmo para ti... é simplesmente para mim e um dia, ler o que escrevi neste dia em que estava mais vulnerável. Em que chorei por tudo e por nada, em que me debati constantemente por achar-me egoista ao ponto de ter a vida boa que tenho e achar que ela não é nada boa, como é possível eu sentir-me assim? Não é justo para os que realmente têm grandes dificuldades e vidas dificeis. Mas hoje, logo hoje, não estou a conseguir... apenas me vêm à cabeça aqueles que outrora, longe ou perto de alguma forma me espetaram no peito.
 
Um dia escrevo sobre o que cada um deles fez*****, não para ti, nem para ti, nem para ti... apenas e simplesmente para mim. 

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

EDUCAR

"O regresso dos pais autoritários
Os pais têm de recuperar a autoridade perdida e deixarem de querer agradar aos filhos, ou o mundo estará perdido, afirma um dos mais famosos pediatras do mundo. Fomos saber porquê.
Catarina Fonseca/ACTIVA
10 Fev. 2010"

Confesso que ia um bocado amedrontada. Afinal, ia entrevistar um dos homens responsáveis por um dos maiores escândalos educativos das últimas décadas, o homem que defendera a urgência do regresso ao poder dos pais contra os todo-poderosos filhos.
Acusado de tudo, de fascista para baixo, o pediatra líbio-francês Aldo Naouri diz que os pais se demitiram do seu papel de educadores e em vez disso se dedicam a satisfazer a criança, com o único desejo de se fazerem amar. Diz que confundimos frustração com privação. Diz que transmitimos à criança que não só pode ter tudo como tem direito a tudo, içando-a ao topo do edifício familiar, onde ela nunca esteve e onde nunca deveria estar. Diz que um filho hoje não é criado para se tornar ele próprio, mas para gratificar e servir o narcisismo dos pais. Diz que estamos perante uma epidemia que encoraja os pais a seduzirem as crianças, tornando-as assim em seres obsessivos, inseguros, amorfos e emocionalmente ineptos, que não sabem gerir as suas pulsões e são incapazes de encontrar o seu lugar no mundo.
Em resumo, esperava alguém mais parecido com o Deus do Velho Testamento, que me recebesse com raios e coriscos, ou pelo menos uma praga de gafanhotos. Em vez disso, recebeu-me com um sorriso só equivalente ao sol de Lisboa, agarrou-me na mão, perguntou-me por que é que não tinha filhos e assegurou-me que os homens são todos uns egoístas. "Portanto, madame, é só escolher um! São todos iguais!"
Por entre gargalhadas, falou-se de coisas muito sérias, como aquilo que andamos a fazer às crianças. Ora leiam.
- Então, nada de democracia para as crianças?
- Não. É fundamental que estejam numa relação vertical: os pais em cima, as crianças em baixo. Porque há uma diferença entre educar e criar. Criar é dar-lhe os cuidados básicos, dar-lhe banho, alimentá-lo, etc. É como criar galinhas. Educar é haver qualquer coisa que não existe e que é preciso formar. Por isso a criança não está nunca ao mesmo nível dos pais, não pode haver uma relação horizontal. Se quiser compreender o que se passa na cabeça de uma criança numa relação horizontal, imagine o seguinte: você está num avião, e o comandante vem sentar-se ao seu lado. Você pergunta, Mas quem é que está a guiar o avião? E ele diz, 'Ah, é um passageiro da primeira fila que eu pus no meu lugar.' A criança tem necessidade de alguém acima dela.
- As mães não se escandalizam com a mudança de hábitos que lhes aconselha?
- Nada disso. As mães estão petrificadas na sua angústia e precisam de se libertar. Eu digo, 'mas não vale a pena angustiarem-se dessa maneira, ser mãe é muito mais simples do que vocês pensam'. Digo-lhes que não vale a pena viverem preocupadas porque a criança não come, não dorme, ou vai ter ciúmes do irmão. Dou-lhes conselhos básicos e fáceis de seguir e tento fazer com que simplifiquem a máximo as suas vidas. O que eu quero é que a criança seja para os pais uma fonte de prazer e felicidade, e não um foco de sofrimento e angústia, e para que isso aconteça, os pais têm de estar descontraídos.
- As nossas avós não viviam nessa angústia...
- Pois não. Mas viviam num mundo em que havia três tipos de ordem: Deus, Rei e pai. Esse tipo de ordem fazia com que existisse qualquer coisa que as transcendia. Hoje todo o tipo de transcendência desapareceu, e quem ficou no lugar de Deus? A criança. Às mães que põem o filho nesse altar, eu simplifico a tarefa: digo - Não se cansem dessa maneira. Não se preocupem assim. Ponham-se a vocês próprias em primeiro lugar. Claro que não é uma coisa que elas estejam habituadas a fazer, ou sequer a ouvir, mas não é por isso que não podemos dizer-lhes, e não é por isso que elas vão deixar de ser capazes de o fazer. Acredito que vão ser capazes, porque é urgente: a bem das crianças, e a bem delas próprias. É preciso fazer as coisas de maneira tranquila, porque a mãe perfeita não existe, o pai perfeito não existe, a criança perfeita não existe.
- Mas as mães hoje têm uma vida tão difícil, é normal que se culpabilizem...
- Não é por trabalharem fora de casa que têm de se sentir culpadas. Peço às mães: lembrem-se do vosso primeiro amor. Quando não o viam durante três dias, morriam de saudades. Mas quando o voltavam a ver, assim que batiam os olhos nele era como se nunca se tivessem separado. Com as crianças, é exactamente igual. Quando tornam a encontrar a mãe, é como se ela nunca tivesse partido.
- Diz que os pais esqueceram o seu papel de educadores porque querem ser amados pelas crianças. Por que é que isto acontece?
- Como todas as crianças, tiveram conflitos com os pais. E como todas as crianças, amam-nos mas guardaram muitos ressentimentos. E não querem que os seus filhos tenham esse tipo de ressentimento em relação a eles. E pensam que a melhor maneira de o fazer é seduzir a criança para que ela o ame. O que é um enorme erro. Porque nesse momento, a relação vertical inverte-se. A hierarquia fica de pernas para o ar, e quando isso acontece, destruímos a crianças.
- O problema é que as pessoas confundem autoridade com violência. Autoridade é fazer-se obedecer, não é dar uma palmada, que o senhor aliás desaprova.
- Completamente! Não aprovo palmadas de que género for, nem na mão nem no rabo. Ter autoridade não é agredir a criança. Ter autoridade é dizer: 'Quero isto', e esperar ser obedecido. Quero que faças isto porque eu disse, e pronto. Autoridade é só isto, é assumir o seu dever. Não vale a pena ser violento, aliás porque a criança sente a autoridade. É quando o pai ou a mãe não está seguro do seu poder que a criança tenta ir mais longe. Quando há uma decisão que é assumida pelos pais, ela cumpre-a.
- Uma terapeuta de casal dizia que as pessoas hoje não têm falta de erotismo, dirigem-no é todo para as crianças...
- Sem dúvida. E é isso que é urgente mudar. O slogan 'a criança acima de tudo' deve ser substituído por 'o casal acima de tudo'. A saúde física e psíquica das crianças fabrica-se na cama dos pais. Por que isso não acontece é que há tantos divórcios, e depois a vida torna-se muito mais complicada para a mãe, o pai e a criança. Se elas decidem privilegiar a relação de casal, estão a proteger a criança.
- Educou os seus filhos da forma que defende?
- Sim sim, eu eduquei os meus três filhos tranquilamente. A autoridade significa serenidade, não violência. Ainda hoje, que eles já são mais do que adultos, nos reunimos às vezes para jantar. E no outro dia, falámos sobre as viagens de carro que costumávamos fazer - sempre viajei muito com eles. Quando se portavam mal, eu virava-me para trás e dizia: - Olhem que eu páro o carro e deixo-vos a todos aqui na autoestrada! - Só há pouco tempo é que percebi que eles achavam que eu estava a falar a sério e que seria capaz de os abandonar na estrada! (ri). Tal é a força da autoridade. Mas isso não tem importância, o importante é que funcionava! (ri)
- Diz que o pai tem de ser egoísta mas também diz que uma das tragédias do mundo moderno é a ausência do pai... Qual é então o papel do pai, para lá de ser egoísta?
- Tem duas funções: a primeira é a de possibilitar à mãe o exercício da sua feminilidade. A segunda é a de se oferecer ao filho ou filha como um escudo contra a invasão da mãe. Porque de outra maneira, a mãe vai tecer à volta do seu filho um útero virtual, extensível até ao infinito. O pai não está presente como a mãe, mas é preciso que esteja presente.
- Mas hoje exige-se aos pais que façam uma data de coisas, que mudem fraldas, que ponham a arrotar, que ensinem karaté...
- Não é preciso. Porque na cabeça das crianças tudo está muito claro: aquela que o filho ama acima de tudo é a mãe, que sempre respondeu às suas necessidades desde que estava na sua barriga. Se alguém lhe diz 'não', mesmo que seja a mãe, para ele a culpa é do pai. Ou quando muito, da não-mãe. No inconsciente de uma criança, o pai não existe. Só há a mãe. O pai tem de se construir, a bem das crianças e a bem da mãe delas.
- Antes de ler este livro não tinha consciência de que as crianças estavam tão perturbadas.
- Li um artigo recentemente do director do centro médico-pedagógico de Paris, que afirmava que em 2008 tinha recebido 394 novas famílias, e que a maior parte tinham problemas psicológicos. No fim da primária, 40% dos alunos ainda não dominam a língua, e isto é grave. E não porque tenham problemas físicos ou sejam burros: é porque não os sabemos educar. Mas é uma tarefa difícil, porque mesmo as instâncias governativas vão no sentido de seduzir a criança. Porque as crianças vendem, são um produto que se compra e se compara. Todo o mundo vai no sentido de deixar a criança fazer o que quer, porque é mais fácil que ela não cresça. Mas o que vai acontecer é que essas crianças, se não travadas, vão crescer e fabricar sociedades absolutamente abomináveis, onde será cada um por si, onde não haverá solidariedade.
- Nem cientistas... É o senhor quem o diz...
- (ri). Apesar de tudo, estou optimista. As pessoas querem saber como podem mudar. Não sou o único a dizer estas coisas, mas digo-as de forma bruta. Tenho 40 anos de experiência com pais e crianças. E é muito fácil mudar, quando começamos a ver a lógica das coisas. Além disso, o que eu pretendo é simplificar a vida das pessoas. Não quero voltar àquilo que se fazia há um século. Não quero pais castradores.
- O que é um pai castrador?
- Não é um pai autoritário, é um pai fraco, intranquilo, desconfortável na sua pele e na sua posição. O que eu digo é, a sua posição como pai ou mãe está assegurada à partida. Só tem de exercê-la. Uma vez, apareceu-me uma mãe muito alarmada porque a filha não dormia. Aconselhei-a a dizer à criança, antes de dormir: 'Podes dormir tranquila. Não preciso mais de ti hoje.' E a criança dormiu a noite toda. Por isso eu digo no fim das consultas, a todas as crianças, tenham elas 1, 7 ou 14 anos, 'Muito obrigado por me teres trazido os teus pais à consulta. Agora podes ficar descansado, eu ocupo-me deles.'
O QUE DEVEMOS FAZER...
Palavra de ordem: não compliquem.
Segundo Aldo Naouri, o esterilizador de biberões não faz sentido, nem desinfectar o mamilo.
- Os biberões devem lavar-se com água quente da torneira.
- As nádegas do bebé devem ser lavadas com água e sabão.
- A roupa do bebé pode ser enfiada na máquina como o resto da roupa de casa.
- Em todas as idades, devem tomar-se as refeições familiares em conjunto.
- Um adolescente pode ir vestido da maneira que bem-entender.
- Petiscar, no caso de um adolescente, não é de condenar, porque precisam de imensas calorias.

E O QUE NÃO DEVEMOS...
- Rituais antes de dormir, como a história ou a cantiga, é para irem à vida. Só servem para ritualizar o medo da criança. Deve-se mandar a criança para o quarto, e aí ela fará o que quiser com o seu tempo.
- Angustiar-nos com as horas de sono. É absolutamente necessário livrarmo-nos da obsessão do número de horas que eles dormem.
- Nunca, em circunstância alguma, se deve obrigar uma criança a comer.
- Biberão, chupeta e objectos de transição devem desaparecer antes do fim do segundo ano da criança.
- Bater nunca: nem na mão nem no rabo.
- Elogiar, só para coisas excepcionais.
- A criança não deve escolher a sua roupa.
- Uma ordem não tem de ser explicada, tem de ser executada. A explicação que é dada ao mesmo tempo que a ordem apaga a hierarquia. Se quiser explicar, só depois da ordem cumprida. A figura parental nunca, mas nunca, tem de se justificar perante o filho.
Para ler: 'Educar os Filhos', Aldo Naouri, Livros d'Hoje

MULHER MADURA

O rosto da mulher madura entrou na moldura dos meus olhos.
De repente, a surpreendo num banco olhando de soslaio, aguardando sua vez no balcão. Outras vezes ela passa por mim entre os camelôs. Vezes outras a entrevejo no espelho de uma joalheria. A mulher madura, com seu rosto denso esculpido como o de uma atriz grega, tem qualquer coisa de Melina Mercouri ou de Anouke Aimé.
Há uma madura serenidade nos seus gestos, longe dos desperdícios da adolescência, quando se esbanjam pernas, braços e bocas ruidosamente. A adolescente não sabe ainda os limites do seu corpo e vai florescendo estabanada. É como um nadador principiante, faz muito barulho, joga muita água para os lados. Enfim, desborda.
A mulher madura nada no tempo e flui com a serenidade de um peixe. O silêncio em torno de seus gestos tem algo do repouso da garça sobre o lago. Seu olhar sobre os objetos não é de gula ou de concupiscência. Seus olhos não violam as coisas, mas as envolvem ternamente. Sabem a distância entre seu corpo e o mundo.
A mulher madura é assim: tem algo de orquídea que brota exclusiva de um tronco, inteira. Não é um canteiro de margaridas jovens tagarelando nas manhãs.
A adolescente, com o brilho de seus cabelos, com essa irradiação que vem dos dentes e dos olhos, nos extasia. Mas a mulher madura tem um som de adágio em suas formas. E até no gozo ela soa com a profundidade de um violoncelo e a subtileza de um oboé sobre a campina do leito.
A boca da mulher tem uma indizível sabedoria. Ela chorou na madrugada e abriu-se em opaco espanto. Ela conheceu a traição e ela mesma saiu sozinha para se deixar invadir pela dimensão de outros corpos. Por isto as suas mãos são líricas no drama e repõem no seu corpo um aprendizado da macia paina de setembro e abril.
O corpo da mulher madura é um corpo que já tem história. Inscrições já se fizeram em sua superfície. Seu corpo não é como na adolescência, uma pura e agreste possibilidade. Ela conhece seus mecanismos, apalpa suas mensagens, descodifica as ameaças numa intimidade respeitosa.
Sei que falo de uma certa mulher madura localizada numa classe social, e os mais politizados têm que ter condescendência e me entender. A maturidade também vem à mulher pobre, mas vem com tal violência que o verde se perverte e sobre os casebres e corpos tudo se reveste de uma marrom tristeza.
Na verdade, talvez a mulher madura não se saiba assim inteira ante seu olho interior. Talvez a sua aura se inscreva melhor no olho exterior, que a maturidade é também algo que o outro nos confere, complementarmente.
Maturidade é essa coisa dupla: um jogo de espelhos revelador.
Cada idade tem seu esplendor. É um equívoco pensá-lo apenas como um relâmpago de juventude, um brilho de raquetes e pernas sobre as praias do tempo. Cada idade tem seu brilho e é preciso que cada um descubra o fulgor do próprio corpo.
A mulher madura está pronta para algo definitivo.
Merece, por exemplo, sentar-se naquela praça de Siena à tarde acompanhando com o complacente olhar o voo das andorinhas e das crianças a brincar. A mulher madura tem esse ar de que, enfim, está pronta para ir à Grécia. Descolou-se da superfície das coisas. Merece profundidades. Por isto, pode-se dizer que a mulher madura não ostenta jóias. As jóias brotaram de seu tronco, incorporaram-se naturalmente ao seu rosto, como se fossem prendas do tempo.
A mulher madura é um ser luminoso, é repousante às quatro horas da tarde, quando as sereias se banham e saem discretamente perfumadas com seus filhos pelos parques do dia. Pena que seu marido não note, perdido que está nos escritórios e mesquinhas acções nos múltiplos mercados dos gestos. Ele não sabe, mas deveria voltar para casa tão maduro quanto Yves Montand e Paul Newman, quando nos seus filmes.
Sobretudo o primeiro namorado ou o primeiro marido não sabem o que perderam em não esperá-la madurar. Ali está uma mulher madura, mais que nunca pronta para quem a souber amar.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

DIA DE SÃO VALENTIM - 14/02

Devo discordar da última parte... "para os solteiros é um dos dias mais deprimentes do ano!"... disparate... eu sou solteira e boa rapariga e isso não me incomoda minimamente, pois se o sou é por opção, e além disso não se vive este dia nos tempos que correm como se vivia no antigamente. Hoje, no meu entender, é meramente marketing. Mas incentivo os que namoram a fazer deste dia mais um dia especial. FELICIDADES E JUIZO nessas cabeças, prezem o que têm de valioso.

segunda-feira, janeiro 31, 2011

quinta-feira, janeiro 27, 2011

COMENTÁRIOS

Deixo esta mensagem à pessoa ou pessoas que marcaram todas as mensagens relacionadas com fotos, com sentimentos, etc., como pouco satisfatórias. A essa pessoa(s) apenas peço que comente(m) o que não satisfaz à leitura, ao olho, ao quer que seja, para que eu possa de alguma forma tentar ir mais ao encontro dos gostos de todos aqueles familiares, amigos ou apenas visitantes que lerem o meu blog. Daí eu logo no inicio do blog pedir para deixarem os V/s comentarios pois concerteza irão duma forma construtiva ajudar-me a enriquece-lo.
Agradeço****

terça-feira, janeiro 25, 2011

30 ANOS SÉRGIO

A Fatima organizou um jantar surpresa para o Sérgio.
O Sérgio fez 30 anitos e fomos todos comemorar, nós, amigos e familia ao Manjar Latino, com musica ao vivo, dança e acabamos a noite para os lados do Estoril. Foi divertido e 30 anos não se faz todos os dias. Felicidades Sérgio, que vivas por muitos e muitos anos essa felicidade toda.





domingo, janeiro 02, 2011

FICA

Porque curiosamente, onde menos te encontro é onde tu exististe.
Desprendeste-te donde estiveste e é em mim que mais me acontece tu estares.
Mas nem sempre.
Quantos dias se passam sem tu apareceres.
E às vezes penso é bom que assim seja para eu aprender a estar só.
Mas de outras vezes tu rompes-me pela vida dentro e eu quase sufoco da tua presença.
Ouço-te dizer o meu nome e eu corro ao teu encontro e digo-te vai-te, vai-te embora. Por favor.
E eu sinto-me logo tão infeliz.
E digo-te não vás.
Fica.
Para sempre.
Vergilio Ferreira

[De FC]

AOS AMIGOS

"Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas atiradas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhámos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das
vésperas dos fins-de-semana, dos finais de ano, enfim...
do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje já não tenho tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja
pelo destino ou por algum
desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a encontrar-nos, quem sabe... nas cartas
que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...
Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contacto
se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo...
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e
perguntarão:
Quem são aquelas pessoas?
Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto!
- Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons
anos da minha vida!
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...
Quando o nosso grupo estiver incompleto...
reunir-nos-emos para um último adeus a um amigo.
E, entre lágrimas, abraçar-nos-emos.
Então, faremos promessas de nos encontrarmos mais vezes
daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a
sua vida isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo...
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não
deixes que a vida
passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de
grandes tempestades...
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem
morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem
todos os meus amigos!"
Fernando Pessoa

sábado, janeiro 01, 2011

segunda-feira, dezembro 27, 2010

NOITE E DIA DE NATAL








Este Natal como todos os outros foi bem passado, no "quentinho" da familia com muita boa disposição e muito carinho..., para mim basta-me estar rodeada das minhas duas filhas, mas se ainda acrescentar alguma familia...melhor!!!!

sábado, dezembro 25, 2010

VISITAS DE NATAL

AFINAL COMO NASCEU O PAI NATAL????
"O Bispo de Myra
Há muitos, mas mesmo muitos anos atrás, por volta do ano de 280 nasceu aquele que viria a ser mais tarde bispo de Myra, cidade da Turquia (hoje chamada de Demre). Após a sua morte foi santificado e chamado de São Nicolau, padroeiro das raparigas solteiras, dos pescadores, dos estudantes e dos prisioneiros, entre outros.
De entre os seus inúmeros milagres relata-se:
... ter trazido à vida uma criança já morta;
... ter salvo 3 marinheiros do afogamento durante uma tempestade;
... ter impedido o executor e ter salvo a vida de um prisioneiro;
Diz-se ainda que de forma anónima costumava oferecer prendas às crianças, deixando-as pousadas na beira
das janelas."

Há quem diga que a imagem do Pai Natal "nasceu" desta forma: O Pai Natal da Coca Cola
A actual imagem do Pai Natal foi inventada pela empresa Coca-Cola nos anos 30, conforme recolha efectuada no web site da bem conhecida marca de refrigerantes. Nesse tempo, segundo alguns pesquisadores, a Coca-Cola procurava uma forma de aumentar as vendas dos seus produtos durante o inverno, altura do ano em que se verificava uma enorme quebra na venda dos refrigerantes. Contactaram então um conhecido ilustrador publicitário da época, de nome Haddon Sundblom, que criou uma série de memoráveis desenhos que recriavam e renovavam a antiga e algo tristonha imagem de Saint Claus, transformando-o numa versão bastante "rechunchuda" e colorida, vestido de traje de cor vermelha com orlas brancas de peluche e segurando uma Coca-Cola na mão. O sucesso da campanha publicitária foi enorme.
A mensagem sublimar do Pai Natal que consome refrigerante ainda hoje perdura em alguns países; o historial pormenorizado, bem como outras referências, poderão ser consultadas no web site da Coca Cola.

Este ano resolvi fazer um pouco de Pai Natal. Hohoho! Eu e as minhas filhotas telefonamos a alguns amigos e resolvemos fazer a surpresa de aparecer antes do nosso jantar de familia.
E ainda há mais mas coloco depois.....

segunda-feira, dezembro 20, 2010

NATAL DOS HORRORORES





 Juntamo-nos para festejar o jantar dos horrores, uma ideia fixe da Susana, em que cada um embrulhava a pior prenda que tivesse recebido num Natal anterior e oferecia, em sorteio, aos outros. Diferente e divertido, sempre a acompanhar com boa comida, doces, uma boa pinga e sempre mas sempre boa disposição e disparates. Há sempre um motivo, um pretexto, para se estar juntos dos amigos e festejar o quer que seja.



domingo, dezembro 12, 2010

JANTAR DA EMPRESA - 18 DE DEZEMBRO

Nesta altura de grandes festas, jantares com colegas, amigos... etc., as saídas vão surgindo. Desta vez foi o jantar da empresa, num belissimo restaurante com muita animação e boa disposição, como já é natural entre todos nós.
Eis algumas fotos...